quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Foi mal

Meu mundinho foi invadido. O segredo do meu caderno virtual também. Pane no sistema. Falha na matrix. Não foi feito pra ser divulgado, só pra que eu fosse feliz.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

life

e nesse mundo caótico você para pra pensar na vida. observando os pássaros em sua revoada, você pensa em seu voo e no voo de quem você ama.
é claro que quer voar alto, é claro que quer que seus amigos, seus amores voem tão alto quanto; mas a vida não é assim. sua asa pode estar machucada, ou a deles, ou você pensa que pode chegar até 10 mil pés e suas asas só deixam que chegue até 5 ... e o que fazer? talvez pensar que você pode voar mais alto te ajude, pois falam que uma vida sem um sonho, uma meta, é uma vida vazia.
então, você pensa que deve tentar e tentar; sem esquecer que a vida passa rápido e com ela filmes vêm à memória, o importante é fazer com que mesmo que chore ao ver esse filme, essas lágrimas sejam de força e satisfação, determinação para voos mais altos, sem esquecer dos companheiros pássaros que ainda seguem viagem.


domingo, 27 de novembro de 2011

Lareira


eis que estava sentada na minha nova poltrona próxima a lareira, tão quente, tão cômodo, tão quieto, tão perfeito lugar, a melhor das sensações, o melhor abrigo. longe do frio, da escuridão: e me deixei ser aquecida, me permiti ser confortada.
mas a lareira um dia, ainda frio, ainda necessária, passou a queimar violentamente, passou a queimar descontrolada e em seu ápice se apagou. a chama não estava mais lá, o conforto não estava lá, só eu, sozinha
fiquei ofegante de certo modo precisava de todo aquele calor, precisava ter meu corpo e minha alma aquecida, já fazia parte de mim.
mas não restava nenhuma chama, só água. proveniente da pior das fontes, dos olhos dolorosos e tristes, sofridos, taciturnos.
mas o choro não estava sozinho. trouxera consigo a escuridão, o frio de volta e um manto...
corri em direção ao manto pensando que ele pudesse me aquecer, mas o manto me revestiu e se grudou em mim, no meu corpo, no meu rosto e não me deixou respirar. desmaiei.
nesse desmaio parece que sonhei e eu conversava com a chama. a lareira estava lá mas parecia não estar e o fogo me explicava que não queria que eu me acomodasse com tanto calor se ele não poderia estar lá para sempre, se ele não seria reconfortante por tanto tempo, que passaria. tentei explicar que nem um furação ou uma simples brisa acabaria com essa chama, pois eu estaria lá independentemente do que fosse-me submetido, mesmo que o sol voltasse a aquecer os dias. mas ela não me ouviu e se apagou mais uma vez.
acordei.
tudo tinha acabado, estava sentada na poltrona, a lareira empoeirada como se nunca tivesse sido acesa e o sol reluzente vindo por uma fresta da janela. tudo estava lá, menos eu.



terça-feira, 30 de agosto de 2011

All the best for you (:



Olá, só quero que você saiba que
...não quero mais saber de você!
Quero ver você queimar
nessa suas mentiras
Nessa sua ilusão
Nessas falsas palavras que saem da sua boca
Que morra com o veneno de teus atos
e que estes sejam refletidos a você,
numa dolorosa
e lenta
Morte
Queime
até o ultimo suspiro
E retome o fôlego
E comece a sofrer novamente
Enfim, quando passar a perceber tudo que fizestes de mal
Saia desse mundo em direção ao teu paraíso
Ao lado do mal...
Onde continuará sofrendo
E então,apenas
Morra!














Dedicada à Aline Felix

terça-feira, 19 de julho de 2011

One day

Não diga nada
Não faça aquilo que me deixará feliz
Pois não sei se serei capaz de retribuir

Encheste minha vida de alegrias e cordialidades
Enquanto eu não mereço
Ao menos, não julgo merecer

Só quero que um dia eu possa não ter mais medo
De me iludir
De me entregar
De amar
Só pra ver alguém sorrir
a meu bel-prazer

Mesmo que seja uma mera ficção de amor
Mas que seja intensa
Mesmo que não passe de uma cena
Que seja interpretada com esmero
com paixão.
Só pro meu prazer, só pra sua felicidade.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Não aqui

Me deixas taciturna
Quando lhe procuro, aqui não estás
Torno-me solitária
Quando lhe procuro, aqui não estás
Porque a derradeira pode chegar em breve e
Quando lhe procuro, aqui não estás
Sempre me pego a pensar, nas lembranças que não foram vividas
Quando lhe procuro, aqui não estás
Te escrevo, te descrevo, te desejo mas
Quando lhe procuro, aqui não estás
Mas continuo para que quando lhe procure
Aqui estejas.



quinta-feira, 16 de junho de 2011

O manto

Não irei sentar-me a este banquete
Não quero me sentar à consoada
Não quero que a noite desça
Aguado-a como um fato cotidiano
Mas por já tê-la visto
Afasta-te de mim, oh noite sem luar
Não me tornarás sorumbático
Sigo sentado para o banquete dos céus
E se chegares, senhora
Não me levarás consigo.